Taxa Desemprego no ano 2024 a subir ligeiramente para 6,8%.

Nos primeiros três meses de 2024, o desemprego registou um ligeiro aumento em comparação com o final de 2023. Segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) nesta quarta-feira, a taxa de desemprego situou-se em 6,8%, um pouco acima dos 6,6% observados entre outubro e novembro do ano passado. Contudo, em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve uma diminuição. Simultaneamente, a população empregada cresceu, atingindo o valor mais elevado desde 2011.

O INE revelou que a taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2024 foi de 6,8%, superando em 0,2 pontos percentuais a do quarto trimestre de 2023, mas ficando 0,4 pontos percentuais abaixo da registada no primeiro trimestre de 2023. Estes dados foram destacados no relatório publicado esta manhã.

  1. Comparação Trimestral: A taxa de desemprego subiu 0,2 pontos percentuais em relação ao quarto trimestre de 2023, indicando uma ligeira deterioração nas condições do mercado de trabalho em comparação com o trimestre anterior.
  2. Comparação Anual: Em relação ao primeiro trimestre de 2023, a taxa de desemprego diminuiu 0,4 pontos percentuais, sugerindo uma melhoria nas condições de emprego ao longo de um ano.
  3. População Desempregada: A população desempregada foi estimada em 368,2 mil pessoas, representando um aumento de 3,8% (13,6 mil) em relação ao trimestre anterior, mas uma diminuição de 3,4% (12,9 mil) em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.
  4. Desemprego Jovem: A taxa de desemprego entre os jovens (16 a 24 anos) foi particularmente alta, estimada em 23,0%. Apesar disso, houve uma redução em relação ao trimestre anterior (0,9 pontos percentuais) e um aumento em relação ao trimestre homólogo (3,4 pontos percentuais).

Estes aspetos refletem tanto desafios quanto progressos no mercado de trabalho durante o período analisado.

No primeiro trimestre de 2024, a população empregada aumentou para 5 019,7 mil pessoas, refletindo um crescimento de 0,8% (39,2 mil) em relação ao trimestre anterior. Adicionalmente, a percentagem da população empregada em teletrabalho foi de 19,7% (988,1 mil pessoas), marcando um aumento de 1,9 pontos percentuais face ao quarto trimestre de 2023.

A taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2024 foi estimada em 6,8%. Este valor é 0,2 pontos percentuais superior ao do quarto trimestre de 2023, mas 0,4 pontos percentuais inferior ao do primeiro trimestre de 2023. Assim, apesar do aumento em relação ao trimestre anterior, a taxa de desemprego continua mais baixa do que no mesmo período do ano passado.

No mesmo trimestre, a proporção de trabalhadores em teletrabalho foi de 19,7%, correspondendo a 988,1 mil pessoas. Este valor representa um crescimento de 1,9 pontos percentuais em relação ao quarto trimestre de 2023 e também um aumento em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Taxa de desemprego na Região Autónoma da Madeira.

No 1.º trimestre de 2024, a taxa de desemprego na Região Autónoma da Madeira foi de 6,1%. Este valor é um dos mais baixos em comparação com outras regiões de Portugal. Aqui estão alguns aspetos importantes:

  1. Comparação Regional: A taxa de desemprego na Madeira foi inferior à média nacional, que se situou em 6,8%. Isso indica que a Madeira teve um desempenho relativamente melhor em termos de emprego.
  2. Comparação com Outras Regiões: A Madeira apresentou a taxa de desemprego mais baixa entre as regiões NUTS II, com a Península de Setúbal (8,1%), Algarve (7,8%) e Região Autónoma dos Açores (7,0%) apresentando taxas superiores.
  3. Tendências: Embora o relatório não forneça detalhes específicos sobre a evolução da taxa de desemprego na Madeira em relação a trimestres anteriores, a sua posição abaixo da média nacional sugere uma resiliência no mercado de trabalho local.

Estes aspetos destacam a Madeira como uma região com melhores condições de emprego em comparação com outras partes do país no início de 2024.

A análise das estatísticas de emprego e desemprego no 1.º trimestre de 2024 revela um panorama misto para o mercado de trabalho em Portugal. A taxa de desemprego nacional situou-se em 6,8%, apresentando um ligeiro aumento em relação ao trimestre anterior, mas uma diminuição em comparação com o mesmo período do ano anterior. A taxa de desemprego juvenil, embora tenha diminuído em relação ao trimestre anterior, continua elevada em 23,0%, destacando um desafio persistente para a integração dos jovens no mercado de trabalho.

Regionalmente, a Madeira destacou-se com uma taxa de desemprego de 6,1%, inferior à média nacional, o que sugere um desempenho positivo em termos de emprego. No entanto, outras regiões, como a Península de Setúbal e o Algarve, enfrentaram taxas de desemprego mais altas, evidenciando disparidades regionais que requerem atenção.

Além disso, a crescente proporção de trabalhadores em teletrabalho, que alcançou 19,7%, reflete uma adaptação às novas dinâmicas laborais, possivelmente impulsionadas pela pandemia e pela digitalização. Esta mudança pode ter implicações significativas para o futuro do trabalho em Portugal.

Em suma, embora haja sinais de recuperação e resiliência em algumas áreas, os dados também ressaltam a necessidade de políticas eficazes para abordar o desemprego juvenil e as disparidades regionais, garantindo um mercado de trabalho mais inclusivo e sustentável. A continuidade da monitorização e análise das tendências de emprego será crucial para informar decisões políticas e estratégias de desenvolvimento económico nos próximos meses.

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